Pádua Faria Advogados

As constantes alterações no quadro de funcionários – Turnover

O termo turnover significa a análise da rotatividade de pessoal de uma empresa no qual um funcionário é substituído por outro, verificando, desta forma, o giro de entradas e saídas de colaboradores.

A empresa deve se atentar se o índice de saída for alto, pois quanto maior o índice de turnover maior o índice de perdas em termos de produtividade e lucros.

Existe uma imensa série de razões para que empregados ingressem em uma empresa ou se desliguem dela. E isso cria diversos tipos de turnover. Aqui veremos alguns desses tipos:

O primeiro tipo de turnover a ser considerado é o voluntário. Nesse caso, colaboradores voluntariamente se desligam da empresa. Esse tipo de giro costuma ser mais frequente em esferas mais escolarizadas de profissionais, geralmente naqueles de nível superior e pode ocorrer em determinadas circunstâncias:

  • Quando o colaborador recebe alguma oferta de trabalho em outra(s) empresa(s), que superem seus ganhos ou possuam características de maior apelo na sua carreira ou metas pessoais.
  • Conflitos internos que levem a situações nas quais o funcionário prefere buscar novas oportunidades.
  • Falta de planos de carreira claros que levam o profissional a arriscar iniciar um novo ciclo em outro empregador, em vez de investir seu tempo na sua empresa, que não oferece boas oportunidades de avanço. Esse tipo de turnover voluntário é comum entre jovens de elevada formação.

 

Podemos, ainda, destacar dois tipos de turnover voluntário: o funcional e o disfuncional.

O funcional é um tipo específico — podemos dizer que, em termos de gestão, ele une o “útil ao agradável”. Esse processo ocorre quando um funcionário de desempenho baixo escolhe, por conta própria, deixar a empresa, poupando a companhia de lentos e dispendiosos processos de demissão, nos quais há necessidade de comprovar e avaliar o mau desempenho do profissional, e abre portas para que um novo colaborador, mais capaz, seja integrado à equipe.

O turnover disfuncional é a situação inversa: um funcionário de alto desempenho deixa a organização por conta própria. Aqui está um dos maiores motivos de preocupação desse tipo de ocorrência.

A empresa, apesar de contar com um bom funcionário e um enorme potencial, não foi capaz de garantir condições mínimas que retivessem esse talento. Isso pode ter consequências não apenas na produtividade e nos ganhos de uma companhia, mas também na sua reputação — uma empresa “ruim para trabalhar” ou que não recompensa seus talentos.

A preocupação com tal rotatividade vai além da manutenção de uma boa equipe e transcende as planilhas do departamento de recursos humanos. Um alto turnover compromete de forma grave as finanças de uma empresa.

As razões são simples: gastos com novas contratações e processos de seleção; despesas trabalhistas de desligamento e contratação de funcionários e; gastos com treinamento e capacitação de colaboradores que ingressam na empresa.

Nos Estados Unidos, um país no qual os custos trabalhistas são inferiores e menos arbitrários do que no Brasil, a média de gastos com o alto turnover em empresas chega a 30% da folha de pagamento. Falando em termos simplistas, isso significa que com um turnover “zero”, você poderia elevar remunerações do seu quadro em quase 40% sem afetar seus resultados financeiros atuais.

Algumas medidas que podem ser desenvolvidas e executadas incluem:

  • Políticas e programas motivacionais, que mostrem ao colaborador sua importância dentro da empresa e do papel ou função que nela ele desempenha.
  • Revisão e análise constante de salários e benefícios entre os quadros da empresa e também em paridade com médias de mercado, especialmente em empresas concorrentes.
  • Criação de um plano de carreira detalhado, que motive os colaboradores a alcançar os novos cargos e indique até onde eles podem chegar.
  • Avaliação de perfis comportamentais periódica com colaboradores e também com equipes, de forma conjunta.
  • Promoção de um ambiente de trabalho agradável e confortável, com medidas ergonômicas corretas e atualizadas, uma atmosfera que não crie problemas e estresse no pessoal e um lugar agradável não apenas para o trabalho, mas para a convivência.
  • Organização das políticas de trabalho aos finais de semana, feriados e horas extras para que haja equilíbrio e senso de justiça na escala das equipes.
  • Realização de encontros, eventos e sessões de socialização entre equipes e colaboradores: incentivo ao feedback.