NÃO ESPERE A FALÊNCIA, RECUPERE-SE JÁ!

Apesar do tom cômico do título, esse é um assunto de extrema importância para todos aqueles que se aventuram no mundo dos negócios, em especial, os empreendedores.

Por vezes, vemos noticiado na mídia que empresas reconhecidas nacional e mundialmente foram levadas à falência. Algumas delas têm suas marcas incutidas em nosso subconsciente de tal forma a reconhecê-las por uma rápida olhada no seu logotipo ou em alguma propaganda comercial; São exemplos a ex-gigante aérea VASP e a famosa norte-americana KODAK, que requereram falência há alguns anos.

Inúmeros fatores podem contribuir para o fim de um negócio de décadas. Má gestão, conflitos entre os sócios, dívidas trabalhistas, fiscais etc. Entretanto, pode-se afirmar com certeza que o fator líder neste sombrio ranking é a demora dos gestores em pleitear a RECUPERAÇÃO JUDICIAL.

Antes de adentrarmos mais especificamente ao tema, é necessário entender a importância da Recuperação Judicial e suas diferenças com a Falência. Trata a primeira de uma ferramenta disponibilizada pela lei 11.101/05 a qual permite à empresa em crise um “último suspiro” na tentativa de reerguer-se. Já a falência, está para a empresa, assim como a morte está para o ser humano. Verifica-se esta quando o empreendimento já não mais pode se recuperar por qualquer meio. É o fim de suas atividades, com a venda de seu patrimônio até o pagamento dos credores e, por conseguinte, o encerramento de sua atuação no mundo empresarial.

Em relação à recuperação judicial, seu grande problema está no vício cultural da forma de gerir dos empresários brasileiros. Conforme alguns casos empíricos, vê-se na prática administrativa uma extrema relutância em buscar a orientação jurídica preventiva. Justamente por isso, o gestor, somente ao se deparar com grandes dificuldades na direção do negócio, passa a buscar o auxílio de corpo jurídico especializado na esperança de salvar o “navio” prestes a afundar.

Essa situação é facilmente constatada. Os norte-americanos, devido à sua longa experiência com o mercado e suas sucessivas passagens por crises, aprenderam a lição. Todavia, o empresariado brasileiro, com a positividade que lhe é nata, deixa de lado as questões preventivas na certeza da resiliência da sua atividade empresarial e gestão, o que leva a retardar a busca por auxílio especializado, inviabilizando por vezes, a recuperação da empresa.

Em um cenário caótico como as crises de 2008 e 2016, a qual ainda estamos sentindo os efeitos, é imprescindível a velocidade na tomada de decisões de quem está à frente dos negócios. Já dizia o sábio ditado popular “melhor prevenir do que remediar”, e é justamente esse o objetivo de quem rapidamente, auxiliado por profissionais, busca a Recuperação Judicial.

A lei 11.101/05, responsável por disciplinar essa ferramenta jurídica, estipula diversos passos a serem feitos a fim de se alcançar o direito à Recuperação Judicial. Com o auxílio do Poder Judiciário e especialistas, faz-se um plano no qual constarão os débitos da empresa, os credores, a forma de pagamento das dívidas vencidas, a forma de pagamento das futuras dívidas a serem contraídas e um plano geral de administração. Na essência, deve demonstrar a empresa que ainda é possível voltar à ativa, adimplir com seus débitos e arcar com os haveres anteriores à recuperação. Isso é feito após uma análise acurada de uma série de documentos, os quais servirão para demonstrar a saúde financeira do empreendimento.

Assim, somente um negócio com viabilidade econômica e financeira terá permitida sua recuperação judicial. Para isso, faz-se necessário não deixar as dívidas e empréstimos contraídos aumentarem, juntamente com a progressiva perda de confiabilidade do mercado na empresa, e o desgaste da marca diante dos concorrentes. Toda essa bola de neve, crescente proporcionalmente à relutância do administrador na busca por ajuda, pode impedir a recuperação, levando direto à falência.

Comprovadamente, o sucesso das empresas na recuperação de suas atividades está conectado à velocidade na tomada de decisões quanto ao futuro do negócio e a busca por apoio jurídico. Portanto, caso você identifique semelhanças com o descrito e o respectivo caminho que seu empreendimento está tomando, nós, da Pádua Faria Advogados, contamos com uma equipe especializada postos a orientá-lo e a atuar em parceria para sua RECUPERAÇÃO.